22 Ene El IDC lamenta el fallecimiento del compañero António Mariano
Con profunda tristeza despedimos a Antonio Mariano, histórico dirigente sindical y durante muchos años presidente del SEAL (Sindicato dos Estivadores e da Actividade Logística), referente indiscutible de la estiba portuguesa e internacional.
Antonio libró la batalla más larga de la historia de la estiba, una lucha dura y ejemplar por devolver el Puerto de Lisboa a los estibadores. En ese camino, tuvo que enfrentarse también a una enfermedad que, con el tiempo, le obligó a apartarse de la primera fila, aunque jamás abandonó la lucha.
Pudo irse en paz, con la frente bien alta, sabiendo que la batalla había sido ganada y que el SEAL había salido victorioso.
En momentos así, las palabras siempre parecen insuficientes. Por eso, desde el International Dockworkers Council(IDC), no hemos encontrado palabras más bonitas, sinceras y justas que las que nuestro Coordinador Laboral Internacional, Jordi Aragunde, ha querido dedicarle. Las compartimos tal y como fueron escritas, en portugués, lengua en la que solían hablar, reflejo de la sangre gallega de Jordi y de la relación cercana y fraterna que les unía.
Trasladamos nuestras más sentidas condolencias a nuestros queridos compañeros Sergio y José, a todas las compañeras y compañeros del SEAL, así como a su familia y amistades. Compartimos vuestro dolor.
“Há perdas que nos obrigam a parar em seco e a repensar tudo.
A partida de Antonio Mariano é uma delas.
Antonio foi um dos grandes líderes do sindicalismo portuário internacional. Um homem que não apenas ajudou a desenvolver a IDC, mas que, nos momentos mais graves do grande conflito da estiva em Portugal, mesmo doente, nunca deu um passo atrás.
Continuou a liderar na linha da frente, com coragem, dignidade e convicção.
Foi nesses momentos que muitos de nós o conhecemos verdadeiramente.
Em Estrasburgo, em 2003.
Em Lisboa, em 2016.
Em Espanha, em 2017.
E na última grande luta — e vitória — da estiva portuguesa.
Foi também Antonio quem, já em 2012, foi o primeiro a contactar a ILA para expressar todo o seu apoio durante uma negociação decisiva. É daí que viemos. De pessoas como ele. Lutadores incansáveis, irrepetíveis.
Mesmo nos gestos mais pequenos mostrava a grandeza humana que o definia. Ainda hoje recordamos, com emoção, a negociação de Lisboa em 2016, quando conseguiu que o governo português atrasasse o último voo comercial para Barcelona para que um companheiro pudesse regressar a casa no dia 14 de fevereiro. Um gesto humano, enorme, inesquecível.
Por isso, obrigado, Antonio.
Alguns de nós acreditamos que tudo isto vale a pena por pessoas como tu.
Tivemos a sorte e o orgulho de te agradecer em vida, há poucas semanas.
Obrigado por seres como foste.
Por seres uma referência.
Grande estivador.
Melhor líder.
E pai incomparável.
Dizias-lhe “Xeral”. Mas o verdadeiro Xeral eras tu.
Conseguiste que Lisboa fosse sempre uma segunda casa para muitos de nós. Em tua casa ou fora dela, sentíamo-nos em família.
Temos a sensação de que muitas lendas nos estão a deixar ultimamente. Isso entristece-nos profundamente.
Mas uma coisa é certa: estarás sempre connosco.
Porque se estamos juntos, é impossível falhar.”
Jordi Aragunde, 22/1/2026
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